A Cidade do Sol

domingo, 15 de março de 2009


Li durante o restante do domingo A Cidade do Sol de Khaled Hosseini. Aqui é que encontrei a diferença entre um bom livro, como o que li anteriormente e comentei no último post e um excelente livro!!!! Eu simplesmente não consegui parar....a história de Maryan e Laila, ou melhor a história recente e trágica do Afeganistão me comoveram até a alma!
Você começa ler o livro e encontra um Afeganistão dividido entre suas etnias e governado pela Rússia. Mas encontra um país até progressista. Cabul, sua capital tem universidades aberta às mulheres, que podem cursar medicina, direito, andar sem a burqa, usar maquilagem e pintar as unhas (isso mesmo!) Estamos falando de 1973 mais ou menos. De lá para cá Cabul passa das mãos dos comunistas para os mulás (representantes de umas das muitas etnias afegãs)e destes para os Talibãs, sempre com prejuízo da sofrida população. Fiquei estarrecida e penalizada com a vida das mulheres afegãs, tanto sofrimento e dor, tratadas como lixo, sem direitos, espancadas....uma tristeza só....O horror e a maestria de Hosseini ao narrar as desventuras dessas formidáveis mulheres é quase mágica. Um livro inesquecível.
Se você ainda não leu, pare tudo e vá ler agora!
Leitura obrigatória, sucesso garantido!
Acima uma imagem de Cabul.

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Paixão Índia


Acabei de ler neste instante "Paixão Índia" de Javier Moro.
O livro trata da vida de Anita Delgado, espanhola pela qual o Rajá de Kapurthala se apaixona perdidamente.
Uma história de vida belíssima, mas escrita sem paixão apesar do título. A vida da Maharaní de Kapurthala é repleta de emoção, uma lição de adaptação em um ambiente que tanto pode ser mágico, como pode ser totalmente hostil. O auge e o declínio da história de amor entra o Rajá e a bailarina espanhola ( isso mesmo, declínio, é uma história real e não um conto-de-fadas!)é fascinante, mas penso que Javier Moro a descreveu sem emoção. O ritmo é inodoro e insípido. Li porque a história da mulher me emocionou, Javier e sua narrativa não.
Leia se você quiser saber mais sobre a Índia dos príncipes e marajás. Sobre uma cultura diametralmente oposta à nossa. É tudo tão bizarro e distante do que vivemos e defendemos como aceitável. O que é certo e errado, o que é socialmente aceito, na verdade é apenas uma questão cultural. Onde está o observador? Podemos ver a mesma história de ângulos diferentes.
Paixão Índia foi um exercício de tolerância e mente aberta.
Tente você também!
A foto desta postagem é de Anita Delgado, Maharaní de Kapurthala.

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Sobre a lua nova, o eclipse e breaking dawn...

domingo, 8 de março de 2009


Quando eu li (por acaso, diga-se de passagem) o Crepúsculo de Stephanie Meyer confesso que fiquei apaixonada.....
Fiquei apaixonada pela história de amor, fiquei apaixonada por Edward Cullen ( quem em sã consciência não ficaria?), sonhava em ser Bella Swan por pelo menos um dia...
Fiquei atormentada pela intensa, mas casta história de amor durante dias.....Edward tomava conta de minha mente.
Então li Lua Nova pela internet. É isso mesmo. Passei o dia todo na frente do computador lendo uma das versões disponíveis na internet.Avidamente. E achei quase uma droga. Bella Swan é uma sem-graça sem tamanho. Quem dá cor e intensidade à trama é o atormentado e sensual Edward Cullen. Odiei ler uma história quase inteira sem ele.
Então minha prima encomendou Eclipse pela Amazon.com (a versão que saiu em Portugal)e eu li desesperadamente. Eu simplesmente ODIEI. Como Bella pode ter dúvidas quanto ao seu amor?? Como uma sem-graça e sem-sal total pode ser objeto de disputa entre duas criaturas míticas? Um lobisomem e um vampiro? Ahhhh....deixa disso....eu simplesmente não acredito. Odiei a Bella e sua indecisão em cada página do livro. Odiei Edward por perdoá-la. Odiei tudo.Odiei o português de Portugal também.
Mas precisava saber como tudo ia terminar. Achei a tradução de Breaking Dawn na internet. Outro domingo sentada à frente do computador com as costas doendo, mas consegui. Li tudo em uma tarde e parte da noite.
E não gostei. Edward parecia um bobo sem opinião própria ao lado de Bella. Sempre segurando sua mão, sempre olhando nos olhos dela, levando-a para sentar-se numa cadeira.....sem dar bola para a filha....que história sem pé nem cabeça. Ahhhh....odiei também.

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