A Mão do Diabo - Dean Vincent Carter

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Ashley Reeves era jornalista de uma revista de cunho científico meio sensacionalista e  pouco confiável, que explora em suas matérias aberrações da natureza.
Olhando sua correspondência, viu a carta de um homem que dizia possuir o exemplar único de um inseto monstruoso, guardado a 7 chaves em uma ilha da Inglaterra.

Pensando tratar-se de uma boa reportagem, Ashley vai rumo à casa isolada do cientista Reginald Mather, em meio à um imenso temporal. Com toda sua roupa, mochila e celular molhados, o barco danificado e sem contato com o continente, Ashley se vê forçosamente hóspede de Mather, o dono do bizarro Vermelho do Ganges, um mosquito da família do aedes aegypt, porém, alcançando proporções que o deixavam do tamanho de um pássaro.

Durante sua estadia forçada, Ashley ouve histórias sinistras à respeito das origens do mortífero inseto, chamado por Mather de "Dama".
O inseto é capaz de drenar todo o sangue do corpo de sua vítima e sua saliva, diferente da saliva anestésica dos mosquitos, é altamente corrosiva e necrosa todo o tecido ao redor da picada em questão de segundos.

Como se não bastasse toda essa desgraça, Ashley descobre:
* que seu anfitrião não é tão equilibrado quanto aparentava ser,
* que a ilha esconde segredos ainda mais nauseabundos que o sanguinário Vermelho do Ganges,
* que seu sangue foi esperado pela legendária Dama durante séculos...
* que ele precisa fugir à todo custo!

A Mão do Diabo, de Dean Vincent Carter (Bertrand Brasil - 2010) é um livro muito doido! Eu estava esperando alguma coisa à la A Ilha do Doutor Moreau, mas acabei tropeçando numa versão tamanho família do mosquito da dengue!! É difícil sentir terror quando o vilão é um mosquito. Ainda que ele tenha o tamanho de uma codorna (e ainda que se morra de dengue neste país...). Fica a sensação de que um tapão bem dado resolveria o problema!

Mas o autor foi muito esperto e o terror não está relacionado somente com a questão quase sobrenatural do Vermelho do Ganges, mas sim, às pesquisas sinistras e sádicas praticadas por Mather. 
O confinamento de Ashley e o terror das cenas descritas pelo autor, me deixaram incomodada, como um bom livro de terror deve deixar seu leitor. No fim de tudo, somando e tirando pontos, o livro é bom, diferente e inova misturando entomologia, lendas urbanas e carnificina pura! LEIA!

PS: Ponto para a Bertrand Brasil: capa absolutamente sinistra, com detalhes holográficos e genial!

16 comentários:

Natália Alexandre 22 de novembro de 2010 07:43  

Gzuissssssssss, preciso lembrar q vc adora livros de horror, rs. Eu morri de medo do inseto, aff, era uma aberração.

Por livros assim que eu gosto dos meus bons romances.


Bjsssss

Renata 22 de novembro de 2010 08:45  

Oi Alê!!!
Não sei não.....não gosto de livros muito sinistros....mas a capa é realmente show.
Vou pensar...
Mas mosquito assassino é um pouco demais. kkkk
beijso

Fábrica dos Convites 22 de novembro de 2010 10:56  

O lirvo parece interessante. Bjs, Rose.

Kate 22 de novembro de 2010 12:22  

A sinopse me dá medo naum vou ler...


http://www.conversandocomdragoes.blogspot.com/

Aline Maziero 22 de novembro de 2010 14:25  

eu sou uma pessoa mto assustada, sabe? vou ver se crio coragem pra esse aí. bjos!

Hérida Ruyz 22 de novembro de 2010 16:04  

Oi Alê!
adorei essa parte: É difícil sentir terror quando o vilão é um mosquito. Ainda que ele tenha o tamanho de uma codorna (e ainda que se morra de dengue neste país...). Fica a sensação de que um tapão bem dado resolveria o problema!
Ri muito!
Mas acho que não faz meu estilo.
Bjs

ninnafaeda 22 de novembro de 2010 16:25  

Ale eu fiquei com um super medo desse livro, acredita?
Beijos!

Débora Lauton 22 de novembro de 2010 18:28  

Ai, fiquei com medo só de ler a resenha... Hum, acho que esse eu não encaro... #medrosa²

beijos,
Dé...

Andressa Leite 22 de novembro de 2010 21:02  

estava procurando um livro de terror quem sabe não leio esse, gostei da resenha.

23 de novembro de 2010 08:33  

O livro é digno de ler junto com todas as luzes do planeta te iluminando sob pena de nao conseguir dormir a noite, kkkkk

Tu já leu "codigo da vida" de Saulo Ramos??? Queria ler alguma resenha a respeito!

Bjos e boa semana!
@revca

Lu 23 de novembro de 2010 11:05  

hahahah.
Mosquito gigante? que horror, kk.
Fiquei bem curiosa com esse livro, quero ler. ^^

beijos.

Luka 23 de novembro de 2010 12:12  

Nossa eu fazia outra idéia desse livro.
Muito bom ler a sua resenha. Adorei :-)

Ana 23 de novembro de 2010 13:56  

Oi Alê, tudo bem?
Cada vez que volto aqui fico impressionada de como seu canto fica mais profissa. Agora tem até as capas de livros que você já resenhou. SENSACIONAL.
To a fim de ler outro livro que não dá vontade de largar. Tem alguma dica bacana?
beijos

Marília Maciel 25 de novembro de 2010 12:23  

Li apenas em 2 dias e achei muito bom! Pelo início do livro, pensei que o mosquito faria mais vítimas no decorrer da história, mas o autor acabou explorando outros assuntos - não vou dizer o quê para não gerar spoiler - que me surpreenderam bastante!
Achei muito bem escrito, a linguagem rica e, ao mesmo tempo, que faz a história fluir de uma forma tranquila, sem que seja necessário reler algum trecho. Ponto para o autor!
Só não dou 10 porque não é o meu estilo preferido, mas é muito bom mesmo! Vale a pena!

Caline 26 de novembro de 2010 02:19  

Parece ser muito bom. Sua resenha ficou ótima e só aumentou minha curiosdade.

Xero.

M!riam 26 de novembro de 2010 19:57  

Oi, Alê!

A capa e sensacional! Achei até que o enredo não faz jus à ela! rsrsr

Ri muito com a sua resenha, a história do tapão foi demais!!

Um beijo

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