O Ladrão de Arte - Noah Charney

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Roma: A Anunciação do mestre Caravaggio foi roubado de uma igreja, depois de uma jogada capciosa com o sistema de alarmes local. Os carabinieri (a charmosíssima polícia italiana, que usa uniformes desenhados por Giorgio Armani!) chamam um perito em roubo de arte, Gabriel Coffin, para ajudar na recuperação da obra.

Paris: a curadora do Instituto Malevich, vê incrédula, um quadro do seu acervo no catálogo da famosa casa de leilões Christie's... Geneviève liga para a casa de leilões e diz que o quadro Branco sobre Branco, do pintor moderno russo Malevich é falso, já que o quadro em questão encontra-se no cofre do Instituto. Ou não? Ao abrir o cofre, Geneviève surpresa, entende que o o acervo fora roubado. O detetive especializado em roubo de arte, Jean-Jacques Bizot, figurinha exótica e glutona, é o encarregado de investigar o caso.

Branco sobre Branco é arrematado durante o leilão da Christie's por um museu londrino. Muita tecnologia envolvida na segurança do acervo do museu: alarmes, sensores, câmeras, equipe de segurança, portas automáticas, segredos e cofres... e tudo isso é burlado e o quadro Branco sobre Branco é roubado novamente. O inspetor da Scotland Yard, Harry Wickenden está trabalhando  no paradeiro da obra.

Vários investigadores, de países diferentes, companias seguradoras, curadores, peritos e especialistas em arte estão trabalhando para descobrir o que os roubos tem em comum. Amor à arte? Ao ponto de encomendar um roubo e ter uma obra famosa apenas para si? Roubos para financiar ações terroristas, tráfico de drogas e armamentos? Vingança? Perguntas demais e um ladrão com uma genialidade a toda prova.

O Ladrão de Arte, do mestre em História da Arte, Noah Charney (Intrínseca - 2008)  foi uma apresentação a um segmento da literatura policial totalmente desconhecido para mim: o do roubo de obras artísticas. Com uma estrutura semelhante ao dos romances policiais típicos, este tipo de crime também possui um delito, uma investigação e a descoberta do culpado. Porém o ladrão de obras de arte é um sujeito romantizado: os roubos não envolvem violência, mas sim uma astúcia  e perícia incomuns, afinal, ultrapassar os zilhões de dispositivos de segurança envolvidos na guarda destas peças é quase um fenômeno de estratégia! O processo investigativo também é diferente: somos apresentado ao submundo dos leilões, das companias seguradoras que fazem de tudo para não pagar, e países que tem divisões dentro da própria polícia com pessoal especializado apenas neste segmento.

A tese de doutoramento do autor Noah Charney foi sobre roubos de obras de arte. Talvez por isso, Charney tenha parágrafos onde a leitura é extremamente acadêmica, informativa e técnica ao extremo.
Os vários investigadores dividiram minha atenção e tornaram mais difíceis eu me focar em alguma hipótese explicativa para o motivo e a maneira em que os roubos foram executados. Acho que prefiro a fórmula tradicional de um detetive isolado, ou no máximo, uma dupla.

O mundo e o submundo dos crimes envolvendo obras de arte é fascinante: requintado, elaborado, que envolvem indivíduos inteligentes, com um código de ética incomum e desprovidos de violência. E é muito bem explorado no livro, porque o autor é um expert na área. Fascinante também foi a elucidação dos mistérios contidos em  quadros de arte: fiquei boba em como um quadro pode ser "lido", revelando os mistérios, as simbologias e as condições da época. 

O final do livro é SURPREENDENTE! Me ganhou totalmente. Se eu fiquei em dúvida no decorrer da trama se estava gostando ou não, esta dúvida acabou no final: o livro é muito bommmmmmmm! O final é de gênio. LEIA.

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La Sorcière e... lugar de Scania é no ferro velho.

sexta-feira, 27 de maio de 2011



Já me disseram uma vez que "se acaba é porque terminou". Filosofia barata de para choque de caminhão.
Se acaba é porque alguma coisa aconteceu. Ou deixou de acontecer. 

Algo se perdeu, algo apagou, perdeu o ponto, esvaiu-se em pó. As cinzas que sobram tem gosto de tudo: fracasso, desilusão, rancor, incredulidade, raiva, mágoa e medo. 

Mas tem um cheiro inconfundível de LIBERDADE. E tem som de carnaval. Baterias de escolas de samba se revezando, e você se sente porta bandeira, passista e destaque de carro alegórico, tudo ao mesmo tempo. Quer sair na avenida e rasgar a fantasia (quer rasgar as roupas que sobraram no guarda roupa também, mas isto é outra história...), a alma e as contas que sobraram, sambar até sair de dentro de você o último resquício de dor, berrar e botar para fora todo o desamor, a deslealdade e a escuridão. 

E tem luz no final deste túnel. Ela vem girando estroboscópica em arco-íris de possibilidades que me cegam e me fascinam.

Não. Eu não fumei nada ilícito, nem tomei LSD, nem bebi, nem surtei.
Eu mandei a Scania definitiva e legalmente para o ferro velho. Que ela apodreça em paz.
E vamos combinar uma coisa? Não se fala mais disso por aqui. Figurinha repetida não enche álbum. Volta pro mar, oferenda. Humpf.

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Eu sou Deus - Giorgio Faletti

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Os fantasmas da Guerra do Vietnã assombrando o presente... Um veterano de guerra que viveu e viu coisas demais e nunca se recuperou...

Vivien Light, detetive da polícia de New York, estava às voltas com um cold case: um desconhecido com o corpo emparedado em uma obra que estava sendo demolida e morto há anos, uma carteira e uma foto antiga... Enquanto cuidava deste inusitado caso, explosões acontecem em um prédio da cidade matando vários inocentes. Imediatamente toda a Inteligência americana se mobiliza com o poderia ser mais um caso de terrorismo. Vivien vai fazer parte da força-tarefa designada para o caso.

Russel Wade, jornalista fotógrafo, filho de uma das famílias mais ricas americanas, é a ovelha negra da família: usuário de drogas, jogador inveterado, mulherengo contumaz, Wade vende o almoço para pagar o jantar. Sua carreira totalmente desacreditada no mundo jornalístico, abandonado pelos pais, Wade procura um traficante para conseguir alguma droga e assim passar a noite e se divertir com mulheres. Ao chegar ao apartamento do traficante, Russel se depara com uma cena aterrorizante: Ziggy, o traficante estava se esvaindo em sangue, esfaqueado e à beira da morte, Ziggy tenta ainda mostrar a Russel o que possivelmente seria o motivo do seu assassinato: um Xerox de uma antiga carta, com conteúdo atemorizante.

Russel procura a polícia e em troca de suas informações, exige acompanhar a detetive responsável pelo caso, Vivien, para após, publicar uma matéria com conteúdo exclusivo.
Assim, uma dupla improvável se forma: a dura e correta Vivien e o perdido que procura a redenção, Russel. As explosões continuam acontecendo, a cidade está tomada pelo pânico e a as pistas vão desenterrando uma história antiga e cheia de crueldade e loucura.

Eu sou Deus, do italiano Giorgio Falleti (Intrínseca – 2011) é realmente sensacional. Romance policial com todos os elementos necessários para prender o fã do gênero: várias tramas paralelas, aparentemente sem ligação ( e você tentando desesperadamente estabelecer uma conexão!), uma condução investigativa repleta de mistérios, personagens fortes, vinganças pessoais, e um autor que costura esta imensa colcha de retalhos com maestria!!! Faletti arrasa no livro!! 

Giorgio Faletti é o autor de Eu Mato, cuja resenha você leu aqui no blog, mas Eu sou Deus é infinitamente superior ao seu romance de estréia! Se você leu Eu Mato e gostou, vai delirar com Eu sou Deus... um final que me surpreendeu ( e olha que sou BOA para deduzir os desfechos) e um casal romântico que deu cor à história sem desviar o leitor do foco principal.
LEIA, LEIA, LEIA!!!! Pare tudo o que está fazendo e vá ler agora! Eu sou Deus é TOP TEN das leituras de La Sorcière em 2011 =) Maré de leitura boa! Adoroooooo!

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Debate sobre Literatura Policial

segunda-feira, 23 de maio de 2011

No próximo sábado, 28/05, às 15:00h, na livraria Saraiva do Shopping Ibirapuera, vai rolar uma tarde deliciosa, promovida pela Editora Intrínseca, com debates sobre... LITERATURA POLICIAL!!! Sim!!!! O gênero preferido desta que vos escreve!!

Se você é fã do gênero, leitor do blog e que adora conversar sobre esta paixão que nos une: os livros, esta é uma oportunidade imperdível!!

Eu e a Hérida do Lendo nas Entrelinhas, estaremos lá, esperando por vocês!
NÃO PERCA!

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La Sorcière e... de Scanias e pequenas vitórias.

quinta-feira, 19 de maio de 2011


  The Pandora's choice...


                                                           The Pandora's choice... por La Sorcière no Polyvore.com

Sobreviver a um acidente de Scania é possível, porém doloroso.
São milhares de danos colaterais, mágoas, contas, raiva, medos, incêndios e, principalmente, reconstruções. 
De rotinas, de planejamentos, de horários, da cor nova da sala, das flores que pretendo plantar no jardim, das músicas que ouço no último volume e das que nunca mais quero ouvir.
Olho para a beira do precipício todo dia e penso em como seria fácil me jogar. E sofrer, e chorar, e me descabelar, e gritar, e enlouquecer. Escolhi viver e ser feliz. É a escolha mais difícil, acreditem.
Mas não posso pensar em outra coisa: meu filho é lindo e está comigo (isso já é vitória e minha maior fortuna), minha família é meu porto seguro, minhas amigas me rodeiam e me fazem rir de mim mesma, tenho o blog, vocês, os livros e um coração teimoso que deu para disparar novamente ;) 
Precipício para que?
Quero é ouvir Maria Rita no rádio do meu carro, ler Tess Gerritsen de madrugada, me entupir de chocolate e sonhar com beijos apaixonados.
Estou com tudo atrasado: leituras, posts, visitas aos blogs, sono e supermercado. Mas não desisto. 
Talvez eu tenha que reestruturar a frequência das resenhas, intercalar com o relato de minhas aventuras, trazer alguns convidados... e talvez não precise de nada disso e logo logo tudo volte ao normal.
Não vou me cobrar. 
Mas conto com a paciência de vocês =)

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Operação Sorriso! PARTICIPE =)

sexta-feira, 13 de maio de 2011


Eu amo ser dentista. Tenho orgulho da minha profissão e do que nossa atuação pode proporcionar às pessoas. Recuperar sorrisos, devolver a saúde e a funcionabilidade é gratificante.
Uma das anomalias que causam grande sofrimento aos portadores é a fenda palatina ou, como é popularmente conhecida, lábio leporino.
A fenda palatina é uma malformação genética que causa uma falha que começa no lábio superior dividindo-o em duas partes e pode seguir atingindo o palato (céu da boca) fazendo comunicação com o assoalho nasal.
A malformação não é apenas de caráter estético. A fala, a alimentação, a respiração, a erupção e oclusão dos dentes ficam comprometidas. Os problemas de auto estima e emocionais destes pacientes são grandes.
E então sou convidada  a divulgar um projeto da Pepsi, de responsabilidade social que no ano de 2010 ajudou a promover mais de 600 cirurgias de correção de fenda palatina em crianças carentes.
Jamais poderia ficar de fora!! E vocês leitores, amigos e parceiros do blog, também não!!!

O projeto de responsabilidade social criado pela Pepsi, em parceria com a organização Operação Sorrisoentidade sem fins lucrativos,  promove cirurgias para correção de labio leporino em crianças carentes.

Este projeto desenvolvido pela  Rapp, está totalmente embasado nas redes sociais e, de modo que é rápido e simples ajudar estas crianças. No Facebook http://on.fb.me/hHzVCy  há um aplicativo de áudio que disponibiliza cinco risadas de crianças. Toda vez que uma pessoa apertar a tecla “play” para escutar um dos áudios, a Pepsi vai doar US$ 0,50 para Operação Sorriso.  No mesmo site ainda é possível ver a quantia arrecada cujo objetivo é alcançar a meta de US$ 100 mil.

Te convidamos a se unir a esta causa e a ajudar a  centenas de crianças a sorrirem em toda América Latina.Para apoiar a campanha é muito simples: você pode participar através de canais de mídia social (Facebook, Twitter, Blog etc.), pois o objetivo é criar uma corrente para apoiar esta causa e compartilhar esta idéia ajudando estas crianças.

O  tweet oficial é:

Ouça a risada das crianças! Pepsi doará US$0,50 por Play para Operação Sorriso #os_pepsi http://on.fb.me/hHzVCy


CLIQUE E PARTICIPE!

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O que estão lendo por aí? - Santana de Parnaíba - SP

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Hoje, O que estão lendo por aí é muito especial!
Vou contar para vocês a história de alguém valente e muito querida: A Graça, cozinheira que faz nosso almoço bem gostosinho diariamente. Ela trabalha conosco, tem filhos e netos, uma casa para tocar, e vai para a escola TODO santo dia à noite, onde faz o segundo ano do ensino médio. Todos nós estudamos com ela: eu ensino um pouco de inglês, o químico que trabalha comigo um pouco de matemática, a bióloga - biologia e assim, a Graça vai tocando e se saindo super bem.

Discutimos os livros que ela tem que ler para as provas e ela me contou toda faceira hoje que tirou 8 na prova do livro A Viuvinha, de José de Alencar!
A Gracinha é um exemplo de perseverança, superação e vontade de mudar. 
Vocês podem conferir ao lado a foto da cozinheira de mão cheia e estudante aplicada! Abaixo a sinopse do livro.

E eu sei que vou ser apedrejada: mas como alguém pode adquirir o hábito de leitura, lendo essas coisas cansadas??????? A lista de leitura dela para este ano é show de horror... acho importante ler os grandes nomes da literatura nacional e os clássicos... mas honestamente: A Pata da Gazela não conquista ninguém, né?
A Viuvinha
Jorge e Carolina são jovens e pretendem se casar em breve. Mas há um complicador neste enredo feliz: a vida pregressa de Jorge. Quando toma posse da fortuna deixada por seu pai, Jorge acaba gastando todo o dinheiro em jantares, diversões e jogos. Quando conhece Carolina e resolve se casar, está não só falido como também em débito com os credores do pai. Jorge vive então um impasse: se romper o noivado, deixará Carolina com má reputação. Casar- se com ela, trazendo o estigma da falência, é igualmente reprovável. Que caminho escolher?

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Lago dos Sonhos - Kim Edwards

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Lucy Jarret morava em Tóquio com o namorado Yoshi. Há 10 anos havia abandonado sua cidade natal, Lago dos Sonhos, feito faculdade e se jogado no mundo. Visitava a família de quando em quando e recebe a notícia que sua mãe tinha sofrido um acidente e resolve voltar aos Estados Unidos para visitá-la. Estava desempregada, numa fase de inseguranças em seu relacionamento com Yoshi... parecia um bom momento para voltar às raízes.

Lucy carrega a culpa de ter se negado à acompanhar o pai em uma pescaria que resultou na morte do mesmo, voltar para casa significa remexer em feridas profundas que custam a cicatrizar.

Já em casa, Lucy encontra entre tábuas do piso da antiga casa onde sua mãe mora, cartas pertencentes ao seu bisavô que se referiam à  uma antepassada da família não mencionada em nenhuma árvore genealógica: Rose.

Envolvida no mistério de sua antepassada, Lucy começa a investigar a trágica e sofrida história da mesma, modelo de vitrais de um artista famoso do passado, mãe de uma menina que teve que abandonar, Rose foi uma das sufragistas americanas.

Enquanto espera a chegada de Yoshi do Japão, Lucy se reencontra com seu antigo amor de adolescência, Keegan, se vê às voltas com o namorado novo da mãe, sofre com a futura venda da casa onde cresceu e desenterra segredos dolorosos de família. São mais mudanças do que ela pode suportar...

Lago dos Sonhos, de Kim Edwards (Arqueiro - 2011), mesma autora do famoso O Guardião de Memórias foi uma leitura agradável e tranquila. A história é suave e apesar da trama abordar relações familiares pesadas, a autora o faz de maneira leve e interessante.

Apesar da sinopse falar da antepassada sufragista de Lucy, nos envolvemos muito mais com os desenganos que as cartas de Rose à sua filha mostram, sua dor, suas escolhas e lutas, que a questão do sufrágio fica em segundo plano. 

Lucy não é uma protagonista que desperte simpatia, aliás, ela é seca, rude com as pessoas e chata muitas vezes. Porém, sua perseverança em descobrir quem foi a mulher ignorada na família acaba nos presenteando com a história que verdadeiramente chama a atenção no livro: Rose e Íris.

Lago dos Sonhos tem uma boa história, mas por vezes o livro torna-se muito parado, quase arrastado. Lucy não se relaciona profundamente com nenhum dos outros personagens, mas bagunça a vida de todos eles: sua mãe, o ex-namorado, seu irmão, o atual namorado... são quase menos que personagens secundários. Ficou a sensação de que faltou algo na história...

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La Sorcière e... Dia das Mães

domingo, 8 de maio de 2011


Nesta fase mesquinha de divisão de farelos, de "o que é meu, o que é seu", posso afirmar com a boca cheia que fiquei com o maior tesouro e a maior fortuna de todas: meu filho! Não existe dinheiro no mundo que pague estar com meu filho todos os dias. O resto, é resto.
Feliz Dia das Mães à todas vocês, leitoras, amigas, parceiras e frequentadoras do La Sorcière! Que seu dia seja iluminado e abençoado!

Deixo um recorte da poesia Para Sempre de Drummond:

Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.
(...)
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.

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Resultado do Sorteio Água para Elefantes

Vamos ao resultado do sorteio do lindo livro, com capa mais linda ainda, Água para Elefantes, da Editora Sextante:


Parabéns Mônica!!

A todos: obrigada pelas participações =)

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Resultado de Promoção Uma Estranha Simetria

Olá amigos e leitores do La Sorcière!!
Meu roteador está com problemas insolúveis (ou o excesso de água oxigenada nos meus cabelos realmente está afetando os meus neurônios!!), não consigo me conectar pelo meu notebook. E eu tenho disputado o computador da casa com meu filho... sempre perco na disputa... Talvez isso justifique um pouco minhas ausências =)

Vamos ao resultado do sorteio do combo Uma Estranha Simetria, em parceria com a Suma de Letras!!!
Quero agradecer a participação de todos e o sucesso da promoção que contou com 1033 participantes! SHOW!
Os prêmios são:
1º sortudo: Uma Estranha Simetria + A Mulher do Viajante do tempo + Chaveiro + Lanterninha Suma de Letras
2º sortudo: Uma Estranha Simetria
E os ganhadores são:



PARABÉNS!!!!!

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Os Ladrões de Cisne - Elisabeth Kostova

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Andrew Marlow, médico psiquiatra e pintor nas horas vagas, aceitou aquele paciente e com ele o desafio que representava seu quadro clínico. Robert Oliver, pintor famoso, professor de universidades de artes, foi encontrado dentro de um museu com uma navalha, pronto para atacar um quadro que retratava Leda sendo seduzida por Zeus em sua forma de cisne. Depois deste episódio, Robert torna-se catatônico e é internado em uma clínica psiquiátrica, ficando sob os cuidados de Marlow.

Os dias, as semanas e os meses passam e Robert não apresenta melhoras, sempre preso, mudo e absorto em seu mundo particular, cercado de cartas antigas, escritas em francês, que lê e relê sem parar.

Marlow entende que se não desvendar os fatos que levaram Robert a cometer tal desatino, jamais poderá ajudar seu paciente. Assim, seguindo as pistas da própria trajetória profissional de Robert e entrevistando as pessoas que fizeram parte de sua vida, o médico descobre que seu paciente era obcecado pela figura de uma dama antiga, de cabelos castanhos, a qual ele reproduzia à beira da obsessão em seus quadros e que havia sido o pivô do fim de seu casamento. Béatrice de Clerval, a dama retratada nos quadros de Robert, havia vivido na França no século XIX.

Costurando pacientemente a colcha de retalhos que envolvia a vida de Robert e a história trágica representada por Béatrice, Marlow encontra paisagens, cores, formas, telas antigas, cartas de amor e a paixão de sua vida.

Os Ladrões de Cisne, de Elizabeth Kostova (Intrínseca - 2011) foi a melhor leitura deste ano e um dos melhores livros que já li. Lindo, intenso, com descrições belíssimas de cenários, telas e ensaios, o livro foi um deleite do início ao fim. 

Eu quase podia ver a vividez dos quadros e fiquei constantemente tocada pela  delicada abordagem da autora que mais do que retratar a vida de Robert, revelou a maneira como o perturbado pintor passou e mudou a vida das pessoas com as quais conviveu. Trazendo cores, aromas de tintas e terebintina, seu ar desalinhado e despreocupado, seu jeito alienado e perdido, ele comprometeu todas as suas relações com sua obsessão e loucuras crescentes.

O livro vai se desenhando e tomando forma como num quadro, as imagens se formando, as ideias se encadeando e possibilitando enxergarmos o cenário e mergulharmos no mistério que as pinturas da mulher de cabelos castanhos e encaracolados que Robert retrata sem parar nos conduzem.

Suspense requintado, romance elegante, linguagem superior à que encontramos rotineiramente, Os Ladrões de Cisne iluminou minha semana. 
Vou perguntar à você leitor, muito seriamente, o que está fazendo agora? Seja lá o que for: pare tudo e vá ler Os Ladrões de Cisne. Leitura TOP 10 de La Sorcière em 2011. Imperdível.

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La Sorcière e... baratas, lâmpadas e reflexões.

quarta-feira, 4 de maio de 2011


Eu procuro pensar que está tudo sob controle. Ainda que aqui reine o caos.
Tento organizar minha vida e divido ela em compartimentos: emocional, financeiro e rotinas.

Vocês precisam saber que desde que o maledetto foi embora (ou a Scania desgovernada, como preferirem) eu vou muito bem, obrigada. Emocionalmente. Digo aliás, que é a minha cara ficar solteira. 
Não sobrou nada. Só a vontade de cometer um assassinato por dia. Já pensei em mil maneiras de sumir com o traste da face da terra. E minha imaginação é fértil... graças aos romances policiais que recheiam minhas estantes, repletos de tiros, sangue e facadas. Porém, vou ter que pegar a senha para conseguir tal intento: minha família toda, amigos, amigas, conhecidos e anônimos também querem se juntar a tal feito. Se eu fosse ele, me trancaria num bunker e jogaria a chave fora.

Financeiramente estou trabalhando feito louca para apagar os incêndios. Eles são muitos e diários. Mas trabalho no que gosto e trabalho não me mete medo, então... tudo certo também neste compartimento.

Agora... não me falaram que eu teria que lidar com baratas. Desde que o imprestável se foi, elas resolveram aparecer. Grandes, pernudas e cheias de asas... baratas. Posso enfrentar quase tudo, mas baratas são meu fraco.
Elas voam. E ressuscitam. É sério: aposto que você já matou uma barata e quando voltou à cena do crime, descobriu que a barata não estava mais lá. Mistério? Não. Baratas ressuscitam.

Eis que uma aparece no corredor de casa. Meu filho sabiamente se tranca no quarto. Bom, a adulta da casa agora sou eu e tinha que dar conta do recado. Fui procurar um SBP, Baygon, qualquer coisa que funcionasse à distância. Lógico que não tinha nada. Por que seria fácil? Era eu, a barata e o tênis do Léo (não ia matar a barata com um dos meus sapatos nem mortaaaaaaa!). Mirei e taquei o sapato nela. Lógico que não acertei. Por que acertaria na primeira? A barata correu para um lado e eu berrei e corri para o outro.
Eu jamais conseguiria dormir com um predador deste porte à solta pela minha casa. E a barata estava com medo??? Lógico que não. Ela me olhava quase rindo e mexendo as antenas gosmentas e nojentas.

Caminhar até a barata com o sapato nas mãos foi provavelmente uma das coisas mais difíceis que fiz. Foi contra os meus princípios, contra minha natureza, e beirou o meu limite de sanidade.
Bem... matei a barata, tive uma crise de choro, deixei o sapato em cima dela para garantir que sua ressuscitação fosse pelo menos prejudicada e seus restos mortais fossem removidos pela empregada no dia seguinte.

E se fossem só as baratas... as lâmpadas queimam, o portão elétrico quebrou, meu roteador também, assim como o rádio do carro e o Leão abocanhou gulosamente meu Imposto de Renda. Tenho vontade de virar um avestruz, enfiar a cabeça em um buraco e sair só quando a tempestade passar e as baratas forem dizimadas da civilização. Não tente isso em casa. Não funciona. Já disseram que se o mundo acabar, só sobrarão as baratas. Eu acredito.

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Crepúsculo: Guia Oficial Ilustrado da Série - Stephenie Meyer

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Recebi Crepúsculo: Guia Oficial Ilustrado da Série, da badalada Stephenie Meyer (Intrínseca - 2011) encantada: descobri que adoro guias ilustrados! rsrs! Tudo começou com a Graphic Novel de Crepúsculo e foi amor à primeira vista! 

Este guia oficial aborda TODOS os livros da série e mais do que ilustrações, ele traz informações valiosas e inéditas para os fãs da saga!

Trechos que foram cortados dos livros originais, frases célebres dos personagens (adorei esta parte!) e uma ficha completa de cada personagem que aborda desde o local de nascimento, hobbies  e a educação dos mesmos (você sabia que Edward tem 2 diplomas de medicina???). Passando pelas lendas quileutes, os clãs vampíricos e humanos, o livro fecha com a playlist que embalou a série, uma galeria de artes dos fãs (com uma interpretação linda de Jacob...) e as capas internacionais (lindasssss).

Item obrigatório para quem curte a saga Crepúsculo!
Vai para minha coleção de queridinhos do ano! 
Deixo algumas frases retiradas do livro para vocês matarem a saudade e as capas belíssimas das edições tailandesas!

Edward
"E se eu não for um super-herói? E se eu for o vilão?" (Crepúsculo - capítulo 2)
"Não percebeu? Agora estou quebrando todas as regras." (Crepúsculo - capítulo 10)
"E então o leão se apaixonou pelo cordeiro..." (Crepúsculo - capítulo 13)
"Case-se comigo primeiro" (Lua Nova - capítulo 24) Adoro esta! rsrs!

Bella
"O que é mais tentador para você: meu sangue ou meu corpo?" (Lua Nova - capítulo 2)
"Beije-me Jacob. Beije-me e depois volte." (Eclipse - capítulo 23)

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Foi assunto no Caldeirão:

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