Correspondente Internacional
quarta-feira, 27 de julho de 2011
Okay, so picture this: euzinha, toda feliz da vida, leio na revista da Oprah (que assino digitalmente no meu super-lindo- IPad 2- com- capa- cor-de-rosa – hey! Sou prima da Alê! A peruísse é genética, meu povo!) que Ann Brashares havia publicado mais um volume da série Sisterhood of the Traveling Pants (A Irmandade das Calças Viajantes aí no Brasil). “Puxa! Que legal! Livro de quando era adolescente!” - pensei. A Oprah Magazine, que geralmente dá dicas boas na sessão de literatura, estava recomendando o livro super bem como uma leitura de verão e a autora da resenha dizia: “mandatory summer reading. The Sisterhood comes full circle ten years latter” (leitura obrigatória para o verão. A irmandade fecha o ciclo 10 anos mais tarde). Obviamente fiquei doida! Fui direto para minha Nook Store e baixei o livro (e mais alguns outros – no comments) na hora! – Nossa tô tão moderninha com meu brinquedão!!!!!!!!
Tudo muito bem, tudo muito bom. A leitura começou a desenrolar mesmo na hora do meu almoço aqui no escritório e quando me dei conta, um colega que também não havia saído para almoçar estava me estendendo uma caixa de Kleenex e perguntando se eu estava bem. Eu, que normalmente sou a imagem da compostura no ambiente de trabalho, beirando o que as pessoas as vezes tomam por indiferença ou frieza, estava ,literalmente, soluçando sem nem lembrar onde estava ou quem estava ao redor!
Bom, mas vamos ao que interessa. Quem já conheceu e se apaixonou pelas inseparáveis amigas Lena, Bee, Tiby e Carmem e suas aventuras, amores, encontros e desencontros numa sequência deliciosa de livros que vai da adolescência até a entrada das meninas no mundo adulto, vai se encantar com as jovens mulheres descritas em Sisterhood Everlasting, publicado aqui pela Random House.
A autora foi bastante feliz em iniciar o livro com uma descrição de cada uma das personagens às vésperas de completarem 30 anos e de como elas interagem, qual a dinâmica da amizade desse quarteto ao longo do tempo. Para quem não acompanhou a série, é uma introdução sobre como essas quatro mulheres tão diferentes funcionam como uma unidade, para quem acompanhou , dá para perceber o quanto a vida nos faz mudar, ainda que não percebamos essa mudança no cotidiano.
Carmem é uma atriz de sucesso vivendo no seu chique flat em Nova York e prestes a casar-se com Jones, um produtor de TV. Bee continua indomável e divide um apartamento com Eric em São Francisco, eles conheceram e apaixonaram-se ainda adolescentes e Eric agora é um advogado de causas humanitárias enquanto Bee, apesar da faculdade de nome, ainda não descobriu o que quer fazer na vida. Lena, a retraída artista descendente de gregos, leciona pintura em Providence e continua apaixonada por Kostos, seu amor de juventude, ainda que ela negue esse amor veementemente. E finalmente a doce e criativa Tibby, que mudara-se para a Australia com o eterno namorado Brian a dois anos e de quem as meninas mal tem notícias.
A trama se desenrola quando Lena, Bee e Carmen recebem passagens enviadas por Tibby para que se encontrem com ela em Santorini. Todas estão eufóricas pela chance da tão aguardada reunião na ilha grega que fora tão importante para as meninas na adolescencia e onde passaram tantos momentos felizes na casa dos avós de Lena. Mas a viagem as obrigará a confrontar suas vidas, suas escolhas e questionar até a própria amizade que as une. Uma semana mudará para sempre a vida dessas mulheres.
Não quero dar mais detalhes ou mesmo entrar na linha da narração, que alterna-se entre as personagens, mas é um livrinho de verão (no caso de vcs aí, Inverno) que vale a pena ser degustado com calma. Saboreando cada nuance das personagens. Não é mais um livro adolescente. A autora soube escrever para quem acompanhou a série durante a adolescencia e está pra lá dos 30 hoje. É como rever um velho amigo e julgar: “poxa, meu velho, o tempo passou....” e ao mesmo tempo olhar-se no espelho e finalmente realizar que o tempo passou sim: e foi bom... e foi ruim... porque a vida é assim: uma sucessão de momentos. Uma colcha de retalhos.
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