Cinquenta tons de cinza - E L James

segunda-feira, 30 de julho de 2012

O acaso mudou a vida pacata de Anastasia Steele. O acaso e a gripe de sua colega de quarto. Por conta das circunstâncias, Ana foi entrevistar, no lugar de sua amiga acamada, o CEO de um grande conglomerado de empresas, o poderoso e multimilionário Christian Grey.

Desarrumada, atrapalhada e dona de uma língua ferina que não conseguia controlar, Ana provocou Grey durante toda entrevista e ficou totalmente perturbada na presença carismática e mordaz dele.
Mas ela não foi a única afetada, Grey ficou obcecado por Ana e através de muitos subterfúgios para encontrá-la nos lugares mais inusitados, vai envolvendo a inocente Ana em sua teia sedutora.
Parece uma história de amor daquelas previsíveis, não é?
Esqueça.

Grey vira a vida de Ana de ponta cabeça ao lhe oferecer, ao invés de bombons e flores, um contrato de confidencialidade e determinando as regras da relação entre eles. Grey era um Dominador sexual e queria Anastácia como sua Submissa.

O contrato determinava o tipo de sexo ao qual Ana deveria se submeter, os tipos de castigos a serem ministrados em caso de desobediência e o tempo em que eles deveriam se relacionar. Isso enlouquece a cabeça da pobre e virgem Ana, que se sente como Ícaro, num voo homicida diretamente para o sol.

Cinquenta tons de cinza, de E L James (Intrínseca - 2012) causa furor onde passa. Revistas, mídias sociais, TODO MUNDO falando do pornô-light, sucesso de vendas nos países onde foi lançado. Fui correndo comprar e estava pronta para odiar (porque detesto romance e adoro provocar as românticas de plantão que visitam o blog hehehe), mas sou obrigada a morder a língua e dar o braço à torcer: Cinquenta tons de cinza é sensacional. 

Grey é dificílimo, vítima de abusos em seu passado, não suporta o toque de outra pessoa em seu corpo e só consegue se relacionar sexualmente infligindo dor e domínio em sua parceira. Grey quer Submissas de olhar baixo e que o chamem de Senhor. Mas Ana, com sua pureza, e suas respostas rápidas e ácidas o conquistam totalmente. E ambos conquistam o leitor.

Só que Ana quer mais. Participa dos jogos sadomasoquistas de Grey, mas o que ela quer é envolvimento, compromisso e dormir de conchinha. Grey quer sexo animal, chicotes e mordaças. O improvável casal vai tentando se adequar e fazer a relação dar certo e você se pega torcendo desesperadamente para isso acontecer. 

Gostei da maneira com que Ana trata a perversão de Grey. Curiosa, leve, sem fazer bicho-de-sete-cabeças, sondando seus limites e arriscando.

Quer saber quão erótico o livro é? É muito. Sexo, sexo e sexo. Da melhor qualidade, da pior qualidade, sexo de sonho e de pesadelo. Sexo baunilha e da pesada. Mas dentro de um contexto. Dentro do drama vivido por duas pessoas que se apaixonam e não conseguem ficar separadas, mas também, não podem ficar juntas.

Presta atenção: PARA TUDO e vá ler AGORA! Eu fiquei algemada, acorrentada e apaixonada por Cinquenta tons de cinza.

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