O islamismo radical enfadaría a Salander

O escritor David Lagercrantz, autor de a quarta entrega da saga Millenium – O que não te mata te faz mais forte (Destino), assegurou nesta quinta-feira que “a repressão da mulher no islamismo radical tiraria cardo” a Lisbeth uma jovem muito, protagonista do romance e de dr porno gratis.

Lagrcrantz disse em uma entrevista que os conflitos religiosos poderiam ser um dos próximos temas que apareçam nas seguintes entregas da saga criada por Stieg Larsson, já que o escritor sueco comprometeu-se a terminar a quinta e a sexta-obra.

Islamismo na literatura

“Definitivamente, há espaço para o islamismo radical. Larsson já levantou temas atuais e dessa repressão terrível para a mulher seria um assunto que exigiria de Lisbeth“, admitiu o jornalista, que também tem apontado para a crise de refugiados -que estourou justo quando começou a escrever a quinta entrega – como outro possível tema.

Em qualquer caso, durante a conferência de imprensa na embaixada sueca de Madrid para apresentar o livro, Lagercrantz insistiu na necessidade de ser “contemporâneo, mas sem excessos”. “Larsson foi contemporâneo e atual, mas não é só olhar lá, também me sinto herdeiro de sua construção mitológica”, disse.

Após seu último trabalho, uma biografia sobre o jogador de futebol Zlatan Ibrahimovic, o autor lembrou que “choviam as ofertas”, mas quando recebeu a chamada do editorial de ‘Millenium’, não hesitou em aceitar “, um projeto de enorme magintud”.

Apesar de reconhecer as limitações a que tem enfrentado para escrever O que não te mata te faz mais forte -“não se fiaban de mim em tudo”, disse-, Lagercrantz entende que conseguiu superar “o medo”, que gerava retomar esta saga após a morte do autor original.

“Como acontece com os escaladores, é difícil, mas também é algo que se põe em marcha, porque ser alvo de críticas de 80 milhões de críticos, às vezes, é um incentivo”, tem arranjos o escritor, que também foi destaque entre risos que em algumas ocasiões durante o processo de criação se lhe aparecia “o demônio de Larsson”.

A referência de Joyce e Proust

O autor admitiu que quando saíram os romances não as leu em um primeiro momento, porque é “um pouco esnobe”. “É culpa do meu pai, éramos elitistas em literatura e líamos a James Joyce ou Proust, mas quando o fenômeno foi assim, eu decidi ler e adorei”, tem afirmado.

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De fato, agora se confessa “apaixonado” do personagem Lisbeth uma jovem muito, apesar de que poderia “ter mais coincidências” com o jornalista Mikael Blomkvist. “É um personagem icônico, pode-se ver como uma personagem de história em quadrinhos, mas longe de personagens como o Superman. É mais do Batman, com um passado obscuro, que não explica por que protege os cidadãos”, acrescentou.

Questionado sobre o papel que desempenharam os herdeiros de Larsson, destacou sentir “pena e tristeza” pelas críticas da viúva do criador da série. “De fato, eu ainda afligindo que lhe incomoda nesta continuação, porque é uma situação sem perdedores: parte dos lucros vão para organizações humanitárias e foi ressuscitado os personagens para os mais jovens”, explicou.

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